Em direção ao litoral

Aprontamos o carro e partimos em direção à Chivay, cidade próxima ao Cañon de Colca, um dos mais profundos do mundo. Até este momento só tínhamos circulado por estradas asfaltadas, só que desta vez já tínhamos sido informados que a estrada era de terra.

Começamos a subir e cada vez mais as paisagens iam mudando, em uma parte pegamos um pouco de neve, mas no geral foram as muitas obras que nos paravam a todo o momento. Pegamos a bifurcação para Chivay e a estrada estava bem ruim, sem placas ficava confuso em alguns trechos, num susto chegamos a uma ponte de concreto que estava caindo, estudamos se seria seguro passar por um canto que ainda está integro, mas achamos melhor não arriscar, voltamos pelo mesmo caminho até que encontramos outra estrada, não estávamos seguros de que ser este o caminho certo, mas na falta de melhor opção fomos em frente. Depois de uns poucos quilômetros nos deparamos com um portão fechado e uma guarita vazia, de novo ficamos sem opções, e já cogitávamos de voltar até a bifurcação e seguir para Arequipa e desistir de Chivay, mas eis que então aparece um homem de moto e diz ter a chave para abrir o portão pediu uns dois minutos para ir buscá-la e quando voltou pediu nossos documentos e depois nos deixou ir. Já chegamos a cidade no início da noite e fomos dormir.

Valle del Colca!
Valle del Colca!

Aqui falo somente por mim, Daniele. Foi uma noite terrível, dormimos num hotelzinho bem simples por R$20,00, senti frio a noite inteira e acabei não conseguindo dormir, quando acordei não me sentia bem e tomei apenas um suco de café da manhã e partimos para o Cañon. Posso dizer que foi um dia em branco, lembro de ver os condores voando e mais nada, dali iríamos direto para Arequipa e até lá fomos parando para que eu pudesse convidar o “Raul” a fazer parte da nossa viagem, foi realmente difícil e quando chegamos à cidade estava com febre e o corpo todo dolorido, até hoje não sei exatamente o que ocasionou este mal estar, mas deixei de conhecer estes dois lugares para curtir uma caminha e alguns antitérmicos.

Arequipa!
Arequipa!

Dia seguinte estávamos sem saber se seguiríamos viagem ou se ficaríamos ali mais um dia, mas como eu levantei melhor rumamos para Nazca, confesso que estava ansiosa para sair das elevadas altitudes.

Já descendo fomos sentindo a diferença, respirar não era mais tarefa difícil e a cabeça estava cada vez mais leve, além da temperatura e paisagem que mudaram radicalmente, do úmido, verde e frio da serra, fomos para o seco e quente da costa.

Deserto de Nazca!
Deserto de Nazca!

Claro que quem vai a Nazca quer conhecer as suas famosas linhas, mas nós tivemos que nos contentar com a vista de duas destas de um mirante que fica no meio da estrada, pois o passeio que dura em torno de 40 minutos custa 90 dólares por pessoa, um gasto muito acima do nosso orçamento, mas valeu conhecer o lugar e seu clima místico, inclusive pudemos deslumbrar um peruano caminhando pela rodovia panamericana livre, leve e solto, mas esta não foi a única coisa estranha que nos aconteceu, depois de um delicioso arroz com frutos do mar, Leonardo teve uma intoxicação alimentar e ficou com falta de ar, além dos olhos inchados e roxos, fomos logo para o hospital onde ele foi medicado, graças à Deus ficou tudo bem, fomos bem atendidos.

Dia seguinte ficamos em Ica e gostamos muito do lugar onde dormimos – do lado das dunas, foi bem agradável. Decidimos passar em Paracas antes de seguir para Lima e fazer o passeio para as Islas Ballestas onde várias espécies de aves vivem em grandes colônias.

Acordamos e fomos pegar a lancha e Leonardo me diz não estar se sentindo bem, por acaso estava com os mesmos sintomas que eu em Chivay e Arequipa, enjôos, febre e dor no corpo, fizemos o passeio assim mesmo, mas lamentamos muito ele ter que viajar com uma sacolinha e não desfrutar nada. Após um antitérmico ele foi melhorando e fomos para Lima.

Apesar de muitas pessoas nos alertarem sobre os perigos da capital peruana decidimos não deixar de visitá-la, tivemos muita sorte pois entramos por uma via excelente e caímos direto em Miraflores sem nenhum problema, quanto ao trânsito confesso não achar tão diferente das experiências vividas na Bolíva, sem dúvidas é caótico com gente buzinando o tempo todo mas La Paz concorre de igual para igual.

BLOG PERU LIMA
Centro histórico de Lima!

Gostamos de Lima e acabamos ficando 5 dias, aproveitamos para comprar pneus novos, pois tem sido difícil encontrar a medida que usamos, e como o nosso já tinha sido reparado duas vezes achamos melhor não desperdiçar a oportunidade.

Lima tem bom atendimento, museus interessantes, centro histórico animado e uma orla bem cuidada e bonita.

O destino seguinte seria Huaraz na Cordilheira Branca, mas depois de termos nos sentido tão mal achamos por bem não voltar a enfrentar as altitudes e por isto continuamos seguindo pela costa para Trujillo.

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1 comentário Adicione o seu

  1. RODRIGO MARTINS disse:

    Pena que vcs não aproveitaram como gostariam, mas nada como uns dias para voltar tudo ao normal. Espero que esteja tudo bem agora. Saúde e paz pegando uma estrada a mais.

    Grade abraço a cvs, se cuidem.

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