A despedida do calor do Arizona e a subida pela Califórnia!

Em Phoenix aproveitamos mais para descansar do que para sair passeando, não nos sentíamos encorajados a enfrentar os 48°C que fazia na cidade, além do vento quente que parecia um secador de cabelo no máximo.

Saindo da capital fomos para Flagstaff, mas antes visitamos o Montezuma Castle National Monument, interessante construção no alto de um penhasco feita pelos povos antigos desta região. Já na cidade sentimos a diferença de temperatura, pois ela fica entre muitas árvores o que proporcionava um frescor perfeito para dormirmos em nossa casinha. No camping conhecemos um casal de holandeses, Lissy e Bas que alugaram uma “van” e estão viajando por um mês pelos EUA.

Montezuma!
Montezuma!

Estávamos um tanto cansados dos desertos, mas tivemos que fazer uma última parada no Arizona antes de seguirmos para a Califórnia, dormimos em Lake Havasu, um lugarejo que virou ponto turístico e local de veraneio para o pessoal do estado, trata-se de um lago em meio a montanhas áridas com águas claras e muitos esportes aquáticos.

Lake Havasu!
Lake Havasu!

Dia seguinte finalmente seguimos pela I-40 estrada que substitui a famosa Rota 66, nossa primeira cidade foi Santa Bárbara na costa. Ficamos quase o dia inteiro dentro do carro viajando e vendo só desertos e retas, bem cansativo e monótono, mas quando chegamos na cidade o clima mudou e a paisagem também, mas o pior de tudo foi descobrir que a Califórnia é um estado caríssimo, a promoção de U$1,00 do Mc Donald’s que tinha em todos os outros estados por onde passamos aqui era de U$1,39, o galão do diesel foi de U$3,90 foi para U$4,50, sem falar em hospedagem, tivemos que ir dormir em um camping 20km da cidade sem ducha, pagando ainda U$19,00, ficamos torcendo para que Santa Bárbara fosse uma exceção, mas depois descobrimos que seria assim por todo este estado.

A cidade é muito charmosa, aliás, toda a Califórnia tem perfume de flores, jardins lindos e uma atmosfera descontraída. Caminhamos pelos pontos principais e seguimos para Lompoc Valley, um lugar pequeno com campos coloridos de flores. Estávamos prontos para seguirmos viagem pela costa e conhecer a CA-1 e a região do Big Sur.

Lompoc na primavera!
Lompoc na primavera!

Quando fomos descendo uma névoa cobriu toda a vista e achamos melhor dormir em Morro Bay e esperarmos pelo dia seguinte, pois seria perda de tempo seguir este caminho com um tempo tão nublado, não conseguiríamos ver nada. Fomos procurar o camping e o único para barracas estava lotado, vimos um estacionamento cheio de RV’s e perguntamos se poderíamos dormir ali, a dona era suíça e disse que não tinha problema. Foi estranho ficar ali, mas tranqüilo, as pessoas ficaram curiosas e sempre vinham conversar e tirar fotos, parecíamos o cisne negro do meio dos brancos. Ganhamos de um dos senhores pêssegos enormes e doces.

Big Sur com névoa!
Big Sur com névoa!

Dia seguinte névoa de novo, mas decidimos seguir assim mesmo. O tempo mudava a todo momento, mas conseguimos ver os elefantes marinhos, visitar o Julia Pfeiffer Burns State Park, a Bixby Creek Bridge. A maior maratona foi encontrar um camping que não estivesse cheio, o que, aliás, tem sido sempre complicado, pois é alta temporada por aqui e período de férias escolares, mas entramos em um e a senhora disse que uma pessoa tinha acabado de cancelar a reserva que tinha feito. O lugar era encantador, cortado por um rio cristalino e cheio de árvores, pena o frio ser tanto para cair na água, mas valeu assim mesmo.

Era hora de sairmos mais uma vez da costa e irmos para as montanhas, mas antes passamos para conhecer Carmel, cidade pequena, e como todas as outras, florida, perfumada e cara!

Dormimos em um hotelzinho em Los banos e pela manhã rumamos para o Yosemite National Park, era sem dúvida o lugar mais esperado para conhecermos na Califórnia. Ainda longe da entrada o trânsito não fluía, não estávamos certos do motivo, mas com receios de que fosse um engarrafamento. Na estrada já era possível ver algumas formações rochosas interessantes e o rio onde muitos faziam rafting, mais uma hora e chegamos a entrada, e ficamos decepcionados quando o guarda parque veio nos dizer que não tinha vaga, só era possível seguir de passagem, não tinham camping para os próximos 10 dias. Notícia pior ele não poderia ter nos dado, mas fomos andar pelo circuito que era possível, e por incrível que pareça ficamos mais de quatro horas entre andando e engarrafados, era uma loucura, mas claro que ali num lugar tão mágico não estávamos nos importando com mais nada. Achamos por bem seguirmos e voltarmos no outono, ou pelo menos tentarmos já que não temos certeza do tempo que nos restará de visto, mas temos conosco que as paisagens aqui devem ficar ainda mais encantadoras nesta estação do ano, quando as folhas ficam coloridas. Apesar de ter sido só de passagem, podemos afirmar com certeza que foi o lugar mais bonito que visitamos até agora nos EUA, e tem boas razões para ficar tão cheio!

Yosemite, teremos que voltar!
Yosemite, teremos que voltar!

Dormimos em um camping na cidade de Columbia, início do nosso trajeto pela Highway 49 rota histórica da corrida do ouro, o destino final seria a cidade de Nevada City.

O Velho Oeste!
O Velho Oeste!
Mais um pouco do velho oeste!
Mais um pouco do velho oeste!

Ficamos maravilhados com esta estrada tão sinuosa e com vistas interessantes, sem falar das muitas cidades preservadas que fomos cruzando pelo caminho, sempre parávamos para caminhar um pouco e sentir os anos dourados que cada uma delas viveu. É sem dúvidas uma viagem ao tempo! Saímos cedo e conseguimos cumprir o esperado e dormimos em Sacramento na capital do estado.

O destino seguinte era San Francisco.

Já chegando na cidade, pegamos a ponte e  de repente aparece um letreiro informando que cobram pedágio e nós sem dinheiro, paramos e fomos logo dizendo que só tínhamos U$5,60 e que faltavam U$0,40, o senhor responsável pela cabine não falou nenhuma palavra, apenas anotou a placa e nos deu um informativo de multa de U$25,00 por cruzarmos o pedágio sem grana e ali vinha escrito que receberíamos a multa por e-mail. Ainda vamos perguntar alguém daqui como funciona isto, pois queremos logo resolver a situação, mas realmente quando vimos o primeiro informativo já não tínhamos como sair da pista, e em outros locais na Flórida era possível pagar com cartão!

Chegamos na famosa cidade das ladeiras e casas em estilo vitoriano, muito grafite, flores, ônibus elétrico e muitos imigrantes para todo lado, mas ficará para o próximo post nossas experiências por aqui e os últimos dias que passaremos neste estado!

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2 comentários Adicione o seu

  1. Thiago Alves disse:

    Olá, tenho acompanhado a trajetória de vocês, e cada vez mais tenho vontade de ver cada post novo. Parabéns pela coragem de vocês e quem sabe um dia terei coragem de fazer o mesmo, rsrsrs. Boa sorte e sucesso para vcs. Abraços. Thiago

    1. expedicaoih disse:

      Olá Thiago, esperamos que esteja se animando! Grande abraço e obrigado!

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