Despedida do Alasca e as maravilhas canadenses!

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Pessoal o blog está atrasadinho, mas vamos tentar atualizar as novidades durante esta semana, embora nem sempre seja fácil escrever durante a viagem, desculpem se demoramos!

Então só para recapitular, deixamos o Denali National Park em direção ao sul do Alasca:

Os dias seguintes passaram rápidos e por mais que a ida até o extremo sul na cidade de Homer tenha compensado pela beleza do lugar, o mal tempo voltou a fazer parte da viagem e a névoa que surgiu junto ao Pacífico nos impossibilitou de deslumbrar as belas vistas das montanhas nevadas e somente a águia americana quis comparecer e encarar as fortes rachadas de ventos. Ficamos em Homer aguardando o tempo melhor por três dias, mas como isto não aconteceu resolvemos seguir embaixo de muito água para Seward queríamos muito visitar o Kenai Fjords National Park. O tempo estava de fato muito mal humorado e não colaborou novamente, mal dava para enxergar um metro a frente de nosso nariz e como os preços por estes lados são altos demais, seguimos para Whittier e dormimos por lá. Foi escutando num bar o noticiário sobre a previsão do tempo – dez dias de chuva e ventos fortes – que decidimos que era hora de partir do Alasca, decisão que tomamos meio a contra gosto porque ficamos de fato encantados com o estado. Levantamos cedo e depois de sair da Península do Kenai o dia milagrosamente de cinza ficou azul e tivemos o prazer de viajar por uma das estradas mais bonitas até o momento, a Glenn Highway. A cada curva uma nova paisagem surgia no horizonte e íamos ficando animados, não queríamos partir com a lembrança dos últimos cinco dias de muita chuva e frio. Em uma das nossas paradas encontramos um senhor (Tom Kelly) que se aproximou do nosso carro e perguntou se gostaríamos de ir ver num lago ali perto um casal de cisnes, dissemos que sim e fomos seguindo-o até que chegamos a uma cabana e ele desceu do carro enquanto esperávamos, nós ficamos um tanto espantados porque ele não disse que pararia ali, até que ele voltou com uma peça inteira de salmão vermelho fresco, ficamos realmente surpresos e gratos é claro, depois fomos finalmente ver os cisnes e tiramos várias fotos enquanto escutávamos as histórias do Tom, nos despedimos e voltamos para a estrada.

Resolvemos na última hora entrar no Wrangell-St. Elias National Park para dormirmos curtindo a lua cheia que iluminava o Mount Sanford, levantamos várias vezes durante a noite à espera da Aurora Boreal, mas ela não deu sinal, pela manhã uma fina camada de gelo cobria a mesa do camping e o nosso carro, explicação para o frio que sentimos dentro da barraca! Esta foi nossa última noite no Alasca partimos satisfeitos e já cheios de saudades deste lugar mágico.

Seguimos novamente para o Canadá, demos uma esticada boa porque não queríamos estender os gastos com as hospedagens, foi então que optamos por viajar até mais tarde, afinal de contas ainda estava escurecendo por volta das 21:00 horas. Enquanto seguíamos pela Alaska Highway perto do Kluane National Park, uma luz tímida verde surgia no horizonte, e em questão de segundos as luzes do norte estavam dançando sobre as nossas cabeças, elas cortavam o céu de uma ponta a outra e não tivemos como continuar dirigindo, paramos no acostamento e começamos a fotografar. Quando ainda estávamos no Canadá em Dawson City perguntamos a várias pessoas que hora a aurora normalmente surgia, alguns disseram que precisava estar frio demais – para nós já estava congelante há tempos – escuro demais, tarde demais, e nenhuma das dicas nos serviu de nada, todas as vezes que a vimos era cedo e ainda podíamos ver as luzes do pôr do sol, estava frio, mas suportável, ou seja, vale seguir sua intuição. Estávamos ali parados diante de um céu incomum: cheio de estrelas, lua cheia, raios de sol e aurora boreal, nem vou arriscar a descrever só vou dizer que pela menos uma vez na vida os homens deveriam deslumbrar este evento mágico, é de tirar o fôlego!

Depois do espetáculo da natureza deixar o céu seguimos até um camping no parque e só quando acordamos é que demos conta da vista deslumbrante que tínhamos da nossa varanda – montes nevados! Hora de continuar para o sul!

A Alaska Highway é uma das estradas mais famosas neste território e tem motivos de sobra para ser percorrida de cima a baixo, o trecho mais interessante é sem dúvidas entre a cidade de Watson Lake (local onde viajantes deixam placas de várias partes do mundo) até o Fort Nelson, local onde vimos nossa última aurora e a mais deslumbrante de todas. Vimos vários ursos pretos, inclusive mãe e filhotes apareciam todas as tardes, bisões, cabras e mooses, foi complicado terminar esta parte da viagem, foi um tal de parar para filmar, fotografar e observar que sempre chegávamos tarde para dormir nos campings.

A caminho dos tão falados parques do estado de Alberta (região conhecida como Rochosas) fizemos uma parada na casa do casal canadense Mike e Karen que até então só conhecíamos por e-mails. O Mike faz parte de um fórum offroad onde nós também nos inscrevemos e foi graças a dicas dele que passamos por vários lugares legais, e como a casa deles ficava no caminho de descida passamos para dar um abraço pessoalmente e acabamos ficando para o jantar e por uma noite, esta foi sem dúvida outra boa experiência em nossa viagem, experimentar a receptividade canadense na cada de canadenses e a boa comida da Karen, pessoas excelentes e divertidas!

Nossa primeira parada em Alberta foi no Jasper National Park, onde passamos uma noite inteira acordados por causa dos gritos de um Elk macho que estava tentando acasalar com a fêmea bem ao lado da nossa barraca, parecia um Nazgûl gritando (Senhor dos Anéis), assustador! Visitamos também o Maligne Canyon, Maligne e Medicine Lakes, todos igualmente lindos. Partimos pela Icefields Parkway, estrada que liga o Jasper National Park ao Banff National Park, as paisagens por lá são indescritíveis muitas geleiras, montanhas, lagos e animais, parávamos sempre que o mal tempo nos permitia para tirarmos fotos e caminhar. Chegamos à noite no camping do Lake Louise e ficamos um tanto preocupados com a segurança do local, haviam cercas elétricas em volta de todo o camping com sinalização de urso grizzly. Dia seguinte fomos conhecer o Moraine e o Louise Lakes, o primeiro de um azul radiante e o segundo esmeralda, tivemos que correr para o carro e ligar o aquecedor porque de uma hora para outra começou a nevar. No Yoho National Park conseguimos fazer pequenos circuitos de carro porque também por lá nevava nos intervalos em que a chuva parava, e vale mencionar, chuva de granizo! Nossa descida pelo Canadá durou apenas 10 dias, foi realmente relâmpago e nossas visitas aos parques também, mas ainda sim temos excelentes recordações das belezas do lugar e bons amigos que certamente visitaremos no futuro.

Cruzamos novamente a fronteira para os Estados Unidos e rumamos para Montana através do Glacier National Park e por sorte e azar este era o último dia em que esta estrada estaria aberta neste ano, e tivemos até a meia noite para perfazermos todo o percurso. Foi sorte porque poderíamos sequer ter conhecido o local e azar porque nossa ideia era de caminhar e conhecermos melhor o parque, mas faz parte das escolhas!

Vista da nossa barraca no Kluane National Park - Canadá!
Glaciar Athabasca - Canadá!
Watson Lake no Canadá - cidade das placas!
Milha 0 da Alasca Highway em Dawson Creek no Canadá!
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4 comentários Adicione o seu

  1. RODRIGO MARTINS disse:

    Estava com saudade dos posts, tem muita historia pra contar ainda.
    Aguardo novos contos, as fotos são lindas. Espero um dia conhecer o Alaska pessoalmente.
    Grande abraço t+.

    1. expedicaoih disse:

      Estamos correndo para trazer o blog mais perto de onde estamos, hehehe!

      Abração!!!

  2. Eu li no jornal hoje que a aurora boreal apareceu pro pessoal do sul dos Estados Unidos. fato raro e que a muitos anos não acontecia. Deve ser fantástico!

    1. expedicaoih disse:

      Olá Rita,

      Realmente o fenômeno é raro de acontecer nestas regiões, estão todos surpresos aqui!
      Quem sabe não teremos mais uma chance de ver a aurora?! 🙂

      Beijos

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