Os parques de Wyoming, a grande Chicago, e o que existe entre este dois lugares!

Uma das grandes expectativas da viagem era a visita ao Yellowstone National Park, já tínhamos visto várias fotos lindas do local e finalmente tinha chegado a hora de prestigiarmos as belezas deste parque com nossos próprios olhos.

Yellowstone National Park!

Cruzamos o estado de Montana parando apenas em Great Falls, onde ficamos sem energia por um dia por causa de um tornado que estava a 1 hora do local do nosso hotel, Bozemam, e depois disto fomos parar na pequena Gardiner onde comemoramos o aniversário do Leo, não tínhamos nenhum grande plano em mente, apenas alugamos um chalé por uma noite e preparamos um autêntico salmão vermelho do Alasca, contemplando o lindo dia da sacadinha que dava para um rio. Simples e perfeito!

O Yellowstone que vemos hoje é resultado de uma grande erupção vulcânica que aconteceu há milhares de anos atrás e originou esta região de extrema beleza e riqueza, o que não faltam são gêiseres e fontes termais, sem mencionar a fauna, rios, cachoeiras e cânion.

Entramos no parque na manhã do dia seguinte, tínhamos a ilusão de que em meados de setembro o Yellowstone não estaria cheio, mas foi só ilusão porque este é sem dúvidas um dos parques mais visitados nos Estados Unidos e mesmo depois do término das férias muitos ainda rodavam por lá, embora sem os terríveis engarrafamentos de julho e agosto.

Já no centro de visitantes norte vimos vários elks (alces) à sombra e um bando de guarda parques tentando conter as pessoas que queriam se aproximar para fotografar, embora estes animais sejam pacíficos eles também são imprevisíveis, razão pela qual muitas pessoas são surpreendidas. Enquanto Leo conversa fora do carro com um motoqueiro uma mulher começou a gritar que vinha um elk macho na direção deles, eu estava mais afastada com conversando com outras pessoas e fomos todos rápidos para trás de um carro e ficamos correndo em círculos, o animal mudou de direção e foi para o lado do Leo e do motoqueiro, a orientação que sempre recebemos é de não nos aproximarmos, e a segunda para não corrermos ou fazer quaisquer movimentos bruscos (isto vale para os demais animais como ursos), o Leo conseguiu subir na barraca no teto, mas o motoqueiro teve que ficar ali sem se mover enquanto o elk passava a uns 30cm dele, foi um susto e tanto, mas ninguém foi ferido por nenhuma das doze pontas do chifre do animal! Depois da experiência inusitada fomos conhecer o Mammoth Hot Springs, é uma caminhada agradável, muitas cores e formas, mas o cheiro nem sempre é dos melhores, o que, aliás, é muito comum por lá. Por toda parte cruzávamos com bisões, o Yellowstone tem o maior rebanho destes grandes animais que aparentemente não apresentam perigo, mas assim como os elks, eles podem te pegar desprevenido, ou seja, é melhor admirá-los a uma distância segura. Seguimos pelo cânion e quando vimos já estava anoitecendo paramos num camping (sem duchas e energia, apenas com sanitários precários, e isto por U$20,00) e descobrimos que independente do calor que faça durante o dia a noite será tremendamente fria. Definitivamente não dá para conhecer o parque em um dia, a grande porção dele é servida por estradas, mas ele é extenso e com muitas atrações, vale a pena ficar mais tempo e percorrê-lo com calma, nós acabamos ficando três dias e neste período visitamos o Norris Geyser Basin onde está localizado o Steamboat Geyser, adormecido na ocasião em que estivemos por lá, o Mud Vulcano (vulcão de lama), o Midway Geyser Basin onde estão localizados a Prismatic Pool e Excelsior Geyser, o Lower Geyser Basin,  e por fim assistimos o espetáculo do mais famoso gêiser do Yellowstone o Old Faithful, é possível saber a hora exata em que ele entrará em atividade, basta ir até o centro de visitantes desta área e acompanhar pelo relógio exposto lá qual será o próximo espetáculo!

Elk no estacionamento do Yellowstone!
Platéia aguardando o espetáculo do Old faithful no Yellowstone!
Old faithful em ação!

O destino seguinte foi o Grand Teton National Park, este parque fica ao lado do Yellowstone e apesar da proximidade com este último ele possui características bem diferentes. Basta dirigir alguns quilômetros para ver os picos que refletindo nas águas do Jackson Lake. O Grand Teton é um parque menor excelente para trilhas, ficamos por lá outros dois dias acampados, e nos preparamos para rumos de volta ao leste, mas antes demos um pulinho na pequena e charmosa Jackson.

Cranberry - Grand Teton!

Em nossa rota inicial a ideia era depois de conhecer o Yellowstone e o Gran Teton, seguir novamente por estradas canadenses, mas já tínhamos decidido a tempos seguir pelos Estados Unidos em direção à Chicago, onde os custos são menos exorbitantes para nós.

Já estávamos cansados de sentir frio e quando passamos por Cody, mas conhecida como cidade do Buffalo Bill, sentimos uma brisa quente soprar em nossos rostos e decidimos ficar acampados ali por duas noites e dar uma relaxada, foi neste camping que tivemos o prazer de conhecer o casal francês Marie e Eric.

Antes de entrarmos no estado de Dakota do Sul paramos no Dewils Tower National Monument, primeiro monumento nacional do país, foi cenário do filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” e é onde muitos cães de pradarias vivem, pela manhã é possível ver vários destes animais pipocando no chão! O lugar tem uma atmosfera interessante, recheado de lendas e a sua formação continua sendo tema de estudo.

Cães de pradaria no Dewils Tower!

Parada seguinte, Mount Rushmore National Memorial, este é o local onde os rostos dos presidentes George Washington, Thomas Jefferson, Teddy Roosevelt e Abraham Lincoln foram esculpidos em granito pelo artista Gutzon Borglum. A nossa maior surpresa em Dakota do Sul nada teve a ver com o Rushmore, mas sim com um e-mail que recebemos quando já estávamos acampados perto de Wall Drugs do brasileiro Carlos Henrique que vive em Wisconsin Dells, dizendo ter visto nosso carro no estacionamento do Rushmoree nos convidando para ficar na casa dele. Combinamos de mandar um e-mail quando estivéssemos perto de Wisconsin, assim teríamos a oportunidade de passar para conhecê-lo.

Dirigimos pela I-90 e não ficamos muito tempo em Minessota, mas deu para perceber que as pessoas por lá são bem reservadas. Fomos mantendo contato com o Carlos e combinamos de chegar ao restaurante mexicano onde ele trabalha para darmos um abraço e acabamos ficando por duas noites. Wisconsin Dells é conhecida pelos muitos parques aquáticos e agitação nas noites de verão. Fomos extremamente bem recebidos, rimos bastante, passeamos também e tivemos o prazer de conhecer outros brasileiros que vivem por lá.

Mexicali Rose Restaurant em Wisconsin Dells!

Partimos de Wisconsin e não paramos até Chicago, a princípio achamos que seria bem complicado voltar a dirigir em uma grande cidade, mas não tivemos problemas, dormimos em um hotel mais afastado, já que dentro da cidade era mais caro, e fomos todos os dias de carro para o centro. O primeiro lugar que fomos conhecer foi a Willis Tower ou Sears Tower (como era chamado até 2009) com seus 442 metros de altura, é o maior edifício das Américas. Já tínhamos lido vários relatos sobre as longas filas, mas neste dia está tudo perfeito, poucas pessoas, céu limpo e inspeções de bolsas rápidas. Fomos até o skydeck no 103° andar a 412m de altura onde é possível entrar nas “caixinhas” de vidro e olhar a cidade sob seus pés, muitos não se arriscam a pisar e ficam mais afastados, nós como arquitetos gostamos de ver as cidades do alto, é uma outra panorâmica distante de toda confusão que acontece lá embaixo. Dentre outros locais muito visitados na cidade está o Millenium Park uma área pública extensa com muitas atrações, é onde fica o Cloud Gate, o grande “feijão”, e a Crown Fountain que além de representar uma arte pública onde faces de moradores da cidade aparecem em duas telas jorrando água, também é um local para se refrescar nos dias de verão, ainda existem pavilhões, galerias e jardins, vale uma tarde de caminhada. Chicago têm vários museus e nós escolhemos o Museum of Science and Industry, muito interativo e dinâmico, cheio de experimentos. Na nossa última noite na cidade fomos ao Navy Pier, onde a vista noturna da cidade é ainda mais bonita, aproveitamos para curtir um pouco da Oktoberfest que estava rolando por lá, mas nada comparado a Blumenau!

Navy Pier em Chicago!

Esta deveria ser nossa última parada antes de voltarmos ao Canadá pela última vez, mas acabamos acampando outras duas noites em território americano antes de cruzarmos a fronteira.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Jacqueline Baumet disse:

    Adorei tudo que li, ótima viagem de vocês . Sempre penso que guardar dinheiro pra viajar é melhor que ter filhos. Com filhos nada disto é possível. Acho vocês sempre inteligentes e maduros, ou maduros e inteligentes . É isto aí mesmo que devem fazer , viajar muito , conhecer este planeta. Meus parabéns sempre.

    1. expedicaoih disse:

      Jacque ficamos felizes que tenha gostado, tem sido a cada dia uma experiência muito gostosa!
      Quanto a ter filhos e viajar, hehehe, dá uma olhada neste site:
      http://www.discovershareinspire.com/
      Está família está nas estradas com seus cinco filhos para mostrar que é possível!!

      Beijos

  2. monica disse:

    legal ja estive ai leva mais de um dia tem lugares com rio e pontes lindos aproveitem bjs monica
    estou em los angeles ate o final do mes nem deu tempo de avisar sua mae bjs monica

  3. RODRIGO MARTINS disse:

    Fala camarada,

    Desculpa por estar sumido, mas eu adoraria conhecer o Mount Rushmore National Memorial deve ser muito maneiro. Continuo seguindo vcs pelas histórias que são muito boas.
    um grande abraço do seu amigo. T+.

  4. Leonor Capeluto disse:

    oi DAni, aqui são 4:30 da manha, estou com a maior insonia e resolvi ler suas istorias…otimas !!! e ver suas fotos; é bom saber que vcs estão tão bem
    keep enjoyng!
    bjs
    Leonor

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