As loucuras de Las Vegas e mais uma vez Califórnia!

Las Vegas é sem dúvida o destino de muitos brasileiros, no nosso caso se tratava de pisar no estado de Nevada e este era o lugar mais perto da nossa rota no momento. Uma coisa nos pareceu bem atraente na cidade: os preços dos hotéis.

Ficamos a primeira noite num hotel que era um pouco distante das atrações, já nas noites seguinte fomos ter dias de príncipe e princesa no castelo Excalibur’s, ou melhor, dias de sapo e perereca!

Nosso primeiro passeio foi durante o dia, Las Vegas parecia uma cidade qualquer, já durante a noite o cenário iluminado nos deu uma visão diferente. Existem dois principais pontos turísticos o primeiro é a Las Vegas Boulevard ou como popularmente é chamada, The Strip, aqui é onde fica a maioria dos grandes hotéis temáticos, o outro é a Fremont Street, esta já foi a principal e mais badalada rua de Las Vegas até meados da década de 80 quando a The Strip começou a roubar todas as atenções.

Fremont Street Experience!
O caubói montado em seu cavalo!

Todos os grandes hotéis possuem cassinos aromatizados de tabaco, então se prepare toda vez que tiver que ir para o quarto terá que passar pelas mesas e máquinas de jogos e sair “defumado”. Saímos à noite para caminhar do Luxor Hotel até a Stratosphere Tower e tivemos muitas impressões, a primeira é que se trata de uma Disneyland para adultos, existe um apelo de prostituição grande e sem critérios, vimos pelo menos três vezes homens entregando propagandas de serviços privados para garotos menores de idade, descobrimos isto porque os pais reclamaram quando os papéis foram entregues, segunda o ridículo esta por toda parte, pode até serem divertidas certas cenas, mas outras com toda sinceridade transmitem muito mais a necessidade de chamar a atenção de terceiros do que propriamente estar se divertindo. Para não dizer que nada nos agradou, a fonte em frente ao Bellagio Hotel é bem simpática!

Descobrimos no dia seguinte que teria uma maratona na cidade, muitas pessoas participavam, e quando algo parecia saudável neste lugar, eis que na festa de chegada tinham dois tigres enjaulados ao lado das caixas de som na maior altura tocando hip hop, em cima deles muitas luzes coloridas e pessoas tocando suas caudas. Realmente algo digno de Las Vegas, porque uma simples corrida é coisa para outras cidades, esta é uma palavra que não cabe aqui.

Gold & Silver Pawn - loja onde é filmado o programa "Trato Feito" da History Channel!
Gold & Silver Pawn!

Chegamos ao hotel para nossa última noite, e quando tudo parecia tranquilo um alarme ensurdecedor começou a tocar por volta das 4h, levantamos num salto sem saber o que estava acontecendo, fomos para o corredor ver se o alarme tocava por todas as partes e tudo lá fora era silêncio, depois percebemos que o quarto estava com cheiro de queimado (era o aquecedor), mas não havia fumaça. Ligamos para a recepção e antes mesmo de explicarmos o que estava acontecendo à telefonista gritava mandando que saíssemos do quarto, achamos melhor desligar o telefone na cara dela, pois parecia alterada demais. Desligamos o aquecedor da tomada e abrimos a janela, finalmente o alarme parou de soar, mas não dava para dormir com o cheiro de pelo de porco queimado, tampouco dava para ficar com a janela aberta sem aquecedor com o frio que fazia fora, o jeito foi ligar novamente para a recepcionista e pedir que nos mudasse de quarto, mas o que ela fez ao invés disto?! Mandou um técnico ir resolver o problema do ar, no meio da MADRUGADA!!! O senhor entrou no quarto e começou a mexer no aparelho, depois de quase meia hora se convenceu de que não tinha reparo, então me entra no quarto com um trambolho parecendo um aquecedor industrial recauchutado e fez a troca, ligou para conferir se o ar quente saia e depois se foi. Demoramos a pegar no sono de novo, fiquei pensando se a vida de todo príncipe e princesa em seu castelo seria assim, porque definitivamente já queríamos ser a bruxa e o bruxo malvados num castelo distante.

Deixamos Las Vegas meio atordoados na manhã seguinte, de fato não esperávamos muito desta cidade “faz de conta”, eles realmente exageram por lá, que nossos amigos amantes de Vegas possam nos desculpar, mas daqui queremos distância. Só para não esquecer a parte do entretenimento de qualidade, existem shows todas as noites, com cantores e grupos famosos como Elton John, Guns N’ Roses, Celine Dion e Andrea Bocelli, há também apresentações do Cirque Du Soleil e muitas lutas da UFC, realmente se tivéssemos grana para ver tudo e passar as noites assistindo shows levaríamos outra lembrança deste lugar, de qualquer modo achamos que a Broadway tem muito mais estilo e classe.

Finalmente era hora de ir pela segunda e última vez para a Califórnia, passamos pelo Mojave National Preserve, uma extensa região árida que se junta ao norte com o Death Valley National Park. Começamos nosso roteiro pelas cidades litorâneas porque foi o que nos faltou na primeira vez em que estivemos aqui. O ponto inicial foi Newport Beach, depois Long Beach, Santa Monica e Malibu. Passeamos por Venice (uma “falsa” Veneza com canais artificiais construída em uma área pantanosa), Bevelery Hills, Hollywood e para fechar o circuito em torno de Los Angeles fomos almoçar no Farmers Market. Apesar de grande circulamos sem estresse por lá, e gostamos da cidade.

A falsa Veneza da Califórnia!
Farmers Market em Los Angeles!
Calçadão de Newport Beach - autêntica imagem californiana!
Fim de tarde em Malibu!
Long Beach!
Ao fundo The Regent Beverly Wilshire hotel - Uma linda mulher passou por aqui!

Agora era só descida. Paramos para fazer a última revisão do carro em Oceanside, tivemos que comprar um filtro de óleo similar porque os nossos acabaram. A ideia era ir até San Diego tentar resolver o problema do vidro e do motor do elevado, mas quando estávamos em La Jolla fomos abordados por um homem e duas meninas lindas perto da praia depois que viram nossa bandeirinha do Brasil, o homem em questão se chama Mark Drewelow e é casado com a brasileira Cristina. Mark atualmente trabalha dando suporte para outras embarcações na empresa C2C Inc., ele é o fundador do projeto YachtAid Global (uma instituição sem fins lucrativos) que ajuda várias cidades litorâneas em diversos países do mundo através de doações, inclusive Brasil. Ele disse para ficarmos por lá que iria nos ajudar na busca por alguém que fizesse os serviços de reparo do Troller, e foi o que fizemos. Fomos para o escritório dele no dia seguinte e ele ligou para todos os lugares onde poderíamos fazer o vidro, mas não conseguimos, nos EUA existem muitas regras e para alguém fazer vidro de carro precisa de licença específica, tivemos que abrir mão definitivamente do vidro por aqui, depois fomos tentar o motor do carro, tentamos em mais de 10 lojas e nada, uma nova oportunidade surgiu, a mãe da Cristina estava vindo do Brasil e se conseguíssemos a peça do motor ela traria para nós. Ligamos para duas concessionárias da Troller e nos informaram que não tinham no estoque, só por encomenda o que levaria mais ou menos duas semanas, só para lembrar, tínhamos apenas cinco dias para deixar o país, outra alternativa foi ligar para o amigo Jorge Javali (motoqueiro que conhecemos em Puno e que foi até o Alasca) em Brasília, cidade onde a mãe da Cristina mora, e tentar comprar a peça em outro lugar, mas isto levaria um pouco mais de tempo, apesar de todo o esforço do amigo ele ainda teria que procurar a peça e só restavam vinte horas antes do embarque, o que realmente inviabilizou o envio desta vez. A nossa insistência em tentar arrumar o vidro aqui é porque o Fedex faz entregas desde o Brasil para os EUA em até 48h e no México seria mais demorado conforme consultamos no site, mas o que estava nos preocupando mais era ir para o outro lado da fronteira tendo que abrir a porta do motorista em todas as paradas policiais, alguém poderia criar problemas com isto, mas o jeito era seguir e confiar que este vidro não nos causaria mais dores de cabeça. Fomos jantar com os Drewelows, sem palavras para agradecer ao Mark e a Cristina, pena não termos tirado uma foto juntos, fomos deixando para depois e acabamos ficando sem.

Balboa Park em San Diego!
La Jolla - um bom lugar pra ler um livro!!!
Nada melhor do que fechar nossa visita à Califórnia em alta estilo, só faltava uma onda!

San Diego, a última parada, ficamos apenas dois dias resumidos a um passeio pelo Balboa Park. Poderíamos ficar até o dia 18 de dezembro, mas escolhemos deixar os EUA três dias antes.

Vamos contar a história da fronteira e os primeiros dias no México no próximo post, assim não precisa ser corrido, mesmo porque não foi, pelo contrário nos tomou meio dia!

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6 comentários Adicione o seu

  1. Guilherme disse:

    Espero que se lembre de mim. Granbery… 1996. Primeiro cara do colégio a ter um piercing na língua (aposto que já tirou). Era cabeludo, mas depois cortou o cabelo… morava em frente ao estacionamento, na Sampaio. Acertei. Nossa turma tinha o Klaus, o Jorge, o Goiatá, o Vítor, o outro Vítor, o Reinaldo, O Negão, o Arthur, o Somália, o Dudu e mais um monte. E tinha eu: o Guilherme… Morava perto de você, na Antonio Carlos. Cabei de falar com o Chicão e ele disse que você tava excursionando América a fora. Demorei a achar seu site porque o Chico me passou o nome errado. Li umas coisinhas de vocês… vocês foram no Golden & Silver. Violento. Só faltou encontrar com o Rick Dale e comprar um freezer da Coca Cola. Lembro que eu te chamava ou de Léo ou de Dantas. Muita gente te chamava de Dantas porque tinha um outro Léo.
    Se não me engano, você era tricolor. Ou não. Sei lá. Bom demais te encontrar por aqui. Show demais sua viagem. Alaska??? massa…. massa bagarai. Abração, Dantas…. Valeu

    1. expedicaoih disse:

      Olá Guilherme, eu lembro de você sim e agora você refrescou muito a minha memória porque eu não lembrava de muitos personagens que você citou hehehe, você esqueceu de citar o Weber, aliás, depois que mudei para o RJ só mantive contato com Chico e com o Weber.

      O piercing eu tirei e o cabelo esta caindo hehehe acho que estou bem diferente da época em que estudamos, talvez se você passasse por mim na rua não me reconheceria!

      Sim, nós fomos ao Golden & Silver e me surpreendi porque imaginava que a loja era enorme e pelo contrário, é bem pequena, acho que toda a série é filmada em um só balcão e as vezes no estacionamento 🙂

      Na verdade sou vascaíno, sou vascaíno porque quando eu era pequeno alguém falou que eu era vascaíno hehehe Nunca tive saco para futebol, eu acho que eu gosto só te 4 em 4 anos quando tem a Copa, ai sim eu assisto todos os jogos 🙂

      Pô, que bom que você esta gostando da nossa história, sem dúvida o Alasca foi o lugar mais interessante que já conheci e a Aurora Boreal será uma coisa que irei recordar para o resto da minha vida!

      Continue nos acompanhando e se tiver contato com o resto da turma divulgue!

      Grande abraço!!!

      Leo

  2. Mac Merrhon Lira Paes disse:

    Olá Leonardo,
    Parabéns pela coragem , pelo bom gosto e belas fotos dessa maravilhosa aventura, depois que tomei conhecimento de sua página, através do forum Brasil 4×4, que leio quase todas as noites, sempre dou uma conferida na sua página. Fico com minha mulher admirando as belas paisagens e criando coragem para um dia fazer uma viagem de carro também. Claro que não seria como a sua pois minha coragem não chega a tanto e os filhos ainda pequenos não ajudariam na empreitada, comprei um Troller com essa finalidade, e quando ví o carro escolhido por voces, tive certeza que estavamos no caminho certo, visto que o seu atravessou com louvor as etapas mais severas da viagem.
    Estamos na torcida que tudo acabe bem e anciosos por novas postagens, moro em Maceió-AL, e ficava aqui no calor do Nordeste imaginando o frio que voces passaram no Alaska. Sem dúvidas como você falou ter a oportunidade de ver a Aurora Boreal deve ser algo inesquecível.
    parabéns e bom retorno. Ah espero que resolva logo o problema do motor.

    1. expedicaoih disse:

      Olá Mac,
      Obrigado pelo incentivo, tem sido realmente um desafio levar o Troller para além das terras brasileiras, e temos ficado felizes com o retorno que ele tem nos proporcionado e também liberdade.
      Desejamos que em breve vc esteja realizando a sua jornada!
      Abraços,

      Leo e Dani

  3. RODRIGO MARTINS disse:

    Acho que foi falta de sorte e grana, pois mesmo com os contratempos de Las Vegas eu ainda quero muito conhecer.

    Você fez aquela aposta de 1 dolar na maquina que eu pedi?

    Grande abraço amigo vascaíno.

    1. expedicaoih disse:

      Vc tem que ir ver com seus olhos, e com grana é claro, rsrs!
      Não fiz a aposta, como vc mesmo disse parecia que estava faltando sorte, rsrs, melhor nem arriscar!

      Abração!

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