Cruzando o mar e curtindo lindos dias de sol em Puerto Vallarta!

Nosso embarque estava marcado para as 17h, mas conforme informado pela empresa Baja Ferries teríamos que nos apresentar com duas horas de antecedência. No porto pediram os documentos, depois estacionamos o Troller sem nenhum problema no ferry e fomos tomar nossos assentos. A embarcação oferece cabines privadas ou cadeiras, parecidas com as de ônibus executivo, num grande salão com televisores, a primeira vista nos pareceu que as dezesseis horas de travessia seriam tranquilas e que conseguiríamos dormir nas poltronas, mas bastou o ferry sair e começou uma discussão entre duas senhoras por causa de assentos, uma dizia que onde a outra senhora estava sentada era seu assento e a outra disse que isto não tinha a menor importância, e que era para ela se sentar em qualquer lugar, o outra se recusou e foi falar com a tripulação que deu razão obviamente a esta senhora, já que nos bilhetes os números dos assentos estão marcados. Depois disto a tripulação resolveu ir de pessoa em pessoa para verificar se estavam sentados nos seus devidos lugares e adivinhem? Cada um estava no lugar que lhes parecia melhor, menos nós e outros poucos! Resolvida esta questão eis que surge outras situações desagradáveis: crianças com idades em torno de 10 anos correndo e gritando por todo lado por volta das 23h, sem falar que os televisores exibiam filmes de morte, assassinato e violência, algo que só se tornava pior porque as pessoas por conta própria aumentavam o som da TV de acordo com suas capacidades auditivas. Tentamos dormir no chão do refeitório, mas o motor ficava abaixo desta área e fazia muito barulho, acabamos voltando para nossas poltronas e cochilando. Por volta das 05h as mesmas crianças bem educadas estavam entediadas e resolveram acordar a todos gritando com os pais pedindo comida. Quando finalmente fomos liberados e aportamos em Mazatlán estávamos exaustos e com o corpo dolorido, mas livres para seguirmos em direção à Puerto Vallarta. Novamente os militares nos pararam pediram os documentos e nos liberaram.

A viagem para Vallarta foi tranquila, escolhemos seguir pela estrada principal e descobrimos o quanto o México explora os motoristas destas vias expressas com pedágios altíssimos, em aproximadamente 436km pagamos o equivalente a R$80,00, realmente um absurdo, mais tarde viríamos a descobrir que seria assim por todo o país. A outra opção seria seguir por vias secundárias, que todos a todo tempo nos desencorajam por conta da segurança.

Não tínhamos ideia do que nos esperava do lado de cá do continente, mas de início Vallarta se mostrou muito agradável e bonita, pedimos informações sobre camping e conseguimos um lugar aconchegante onde ficamos por 21 noites em nossa “casa”.

Camping Tacho's em Puerto Vallarta!

Vallarta é uma cidade nova e um balneário muito procurado por turistas canadenses e americanos que se dividem entre os que amam os grandes resorts e os que vêm dirigindo seus motorhomes e claro, estavam no mesmo camping que nós!

Quando chegamos aqui não tínhamos planos de ficar tanto tempo, mas como encontramos um bom camping, um clima agradável para acampar, gostamos da cidade e suas redondezas e o mais importante, fizemos tantos amigos, fomos ficando.

Temos que confessar que não fomos nem um dia curtir praia, mas aproveitamos bastante a piscina e as cachoeiras. Como praias preferimos as da Baja Califonira, aqui o mar é verde, às vezes bate muito, tem vistas lindas, mas não nos pareceu tão convidativo.

Uma das muitas esculturas ao longo do Malecon!
Danças tradicionais indígenas na praça!

Uma das áreas mais atraentes da cidade fica no Malecón, um calçadão beirando o mar com muitas esculturas que fazem parte dos postais mais conhecidos de Vallarta, existem muitos restaurantes finos e boates ao longo da orla, mas tem também as opções simples a medida que você vai se infiltrando nas ruas mais ao interior.

Alegre fachada com os famosos personagens dos Dias dos Mortos - os esqueletos!

À uma hora e meia de Vallarta indo pela Sierra Madre del Sur, está San Sebastian del Oeste, um lugar mágico, com sua gente simples, ruas estreitas e a sensação de voltar no tempo, foi sem dúvida um passeio necessário. Seguindo por mais trinta minutos de estrada se chega a Mascota, outro povoado encantador. No caminho de volta a “casa” quatro barricadas militares nos deixou meio apreensivos, parecia estarem procurando algo ou alguém, mas nem nos demos ao trabalho de perguntar, seguimos nosso caminho ainda com sol.

Praça em San Sebastian del Oeste!

Saímos um domingo para conhecer o Dick amigo do Mark de San Diego na Nuevo Vallarta e acabamos dormindo na casa dele, quando voltamos ao camping tarde do dia seguinte, alguns dos “vizinhos” vieram ver se estava tudo bem, isto que é vizinhança!

Em direção contrária a San Sebastian del Oeste está Boca de Tomatlan e suas cachoeiras, uma boa escolha para se refrescar nas águas doces e saborear um bom pescado a la plancha.

Guacamole com nachos!
Quase um mexicano, rsrs!

Tivemos excelentes jantares em ótimas companhias com os novos amigos que fizemos no camping e pela primeira vez tivemos dificuldade em deixar um local, acho que já estávamos nos sentido em casa, e foi tão bom dormir todos estes dias na barraca, nos sentimos tão confortáveis com nossos travesseiros e cheiros que foi duro dizer adeus. Juntamos nossas coisas e fomos rodando todo o camping indo de pessoa em pessoa nos despedir e agradecer. Deixamos amigos aqui e no meu caso muito cabelo, já fazia um ano que não os cortava e como a comunicação com a cabeleira de Quebéc foi difícil (ela só falava francês L) acabou que ela cortou mais do que o esperado, mas já estou me acostumando!

Jantar com os amigos do Canadá e Estados Unidos!
Em francês não vai dar certo! Ainda em que ela fala a língua das tesouras!!!
Jantar com os amigos da Nova Zenlândia no camping!
Com o casal de amigos alemães e a amiga norte-americana!

Seguimos pela estrada entre o mar e as montanhas apreciando as lindas panorâmicas até chegarmos à pequena Melaque onde também conseguimos acampar novamente na companhia de muitos canadenses de Quebéc. Melaque é bem simples, assim como a vizinha Barra de Navidad, mas as duas possuem certo charme e muita tranquilidade.

Melaque e sua tranquila praia!

O destino seguinte foi Manzanillo, uma cidade portuária que não nos agradou muito.

Hora de sair da costa e explorar o coração do país, seguimos então em direção à pequena Chapala às margens do lago de mesmo nome e que é o maior lago natural do México, aqui muitas surpresas, mas vai ficar para o próximo post!

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8 comentários Adicione o seu

  1. RODRIGO MARTINS disse:

    Muito legal, estou doido pra passar uma temporada num camping e fazer novas amizades.
    Fico sempre feliz por vcs, espero novas noticias da aventura.
    Estou hiper atualizado agora. rsrsrs
    Grande abraço, T+.

    1. expedicaoih disse:

      Você é igual ao ligeirinho, rsrs!
      Também estamos atualizados, bem + ou -, melhor que antes é claro!
      Você iria se amarrar em ficar um bom tempo acampado, é bom demais!

      Abração!!!

  2. Fotos, muitas fotos coloridas! Que coisa mais rica essas cores desse lugar! Camping bonito e com pessoas que se preocupam, isso é legal quando se está longe de casa.

    Não acredito que não foram pra praia, eu não perderia um banho de mar, mesmo que estivesse vindo de uma praia com águas tranquilas.

    Que legal isso de sentirem saudade da barraca, eu sempre me pergunto se uma hora não faz falta a “baguncinha” do dia a dia.

    Muito bom o post! bjocas do RS, o estado mais quente do país essa semana que passou! ehehe!

    1. expedicaoih disse:

      O México é de fato muito colorido!!!
      Rita fomos à praia mas só para caminhar, rsrs! 🙂

      Beijos!

      1. Tchiiiiibbbuuuunnnn em todos as praias que der pra entrar no mar! Ehehehe! Faça mais posts assim, este ficou uma delícia de ler! bjocas

  3. monica disse:

    Claro depois do frio e de lingua diferente o espanhol e’ mais parecido com o portugues e os mexicanos nos recebem muito bem a comida apezar de forte e’ gostosa as praias tem areia branca e transparentes lindo o mexdico
    arriba abajo alcentro adentro e manda tequila bjs monica

  4. Marina disse:

    Suei na foto do seu cabelo. Isso é uma coisa que me deixa um pouco apreensiva: quem cortará meus cachinhos quando não tiver mais dando jeito?
    Ainda bem que o seu foi com uma pessoa amiga!
    Beijos nossos

    1. expedicaoih disse:

      Marina também demorei muito para cortar os meus, mas depois pensei, vai crescer de novo, kkkk!
      Quando chegar a hora de cortar os cachinhos vai sem medo!
      Beijos!!!

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