DF, um verdadeiro mar de gente, carros e muita diversidade!

Quando estávamos em Teotihuacán ficamos em dúvida se iríamos para a Cidade do México (ou DF como é mais conhecida entre os mexicanos) de carro ou se iríamos deixá-lo no camping e ir de ônibus. Esta seria a primeira vez que o Troller ficaria para trás por receio de dirigir em uma cidade, a razão do receio? A área metropolitana do DF tem aproximadamente 20 milhões de pessoas, um tráfego congestionadíssimo e uma polícia de trânsito conhecida pela corrupção, abordagens constantes e aplicação de multas abusivas, além disto, é preciso estar atento às normas de circulação e rodízio de placas, normalmente os carros com placas estrangeiras só podem entrar depois das 11 horas, mas vale consultar “hoy no circula”.

Conversando com o casal de amigos Kênia e Lionel que nos esperavam em suas casas, ficamos convencidos a encarar o trânsito da capital numa terça-feira. A distância de 50km nos tomou apenas 40 minutos e apesar de toda ansiedade não tivemos problemas, entramos sem engarrafamentos, sem policiais e sem dificuldades de localização, aliás, o DF tem uma excelente sinalização de trânsito.

Os amigos tinham deixado a chave, mas acabamos nos encontrando quando eles voltaram para almoçar e nós estávamos na luta para conseguir passar com o Troller na garagem, a entrada era baixa demais embora dentro da garagem fosse mais alto. Com a ajudar do Lionel tiramos a caixa de alumínio, baixamos os pneus e subimos todos para fazer peso até que finalmente o carro entrou.

Uma vez o Troller estacionado na garagem só o tiramos para seguir viagem, definitivamente não vale a pena circular de carro pelo DF, o metrô possui uma excelente integração entre 11 linhas a um custo de 3 pesos o equivalente a R$0,42, o preço é subsidiado pelo governo para incentivar as pessoas a usarem o transporte coletivo, além disto existe uma vida debaixo da terra, com exposições de arte, restaurantes e até pequenos cinemas grátis, realmente admirável e curioso!

Nosso primeiro dia nesta cidade não teve nada de turístico, combinamos de encontrar com nosso amigo arquiteto Leonardo Name do Rio de Janeiro que estava em seu último dia de férias por lá. Depois de 13 meses na estrada ele foi a primeira pessoa conhecida que encontramos, foi uma agradável surpresa!

Com o amigo Leonardo Name!

Em nosso segundo dia na cidade fomos ao lugar mais previsível, o centro histórico. Assim que saímos do metro demos de cara com a Plaza de La Constitución mais conhecida como Zócalo, a grandiosidade desta praça é realmente algo que salta aos olhos, em torno está também a grandiosa Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional que tem em seu interior o mural “História do México” do famoso muralistas mexicano, Diego Rivera. A poucos metros dali estão as ruínas do Templo Mayor de Tenochtitlán a capital asteca (os astecas também eram chamados de mexicas) e a maior cidade americana daquela época, daí se vê que está região sempre foi densamente povoada!

Tenochtitlán ficava em uma ilha dentro da Laguna de Texcoco, vale ressaltar que a geografia que vemos hoje ao caminhar pelo DF foi totalmente modificada após a drenagem do Texcoco com o intuito de solucionar problemas de inundações, sendo assim temos que usar muito a imaginação para tentar buscar a magnitude do que foi está cidade nos prósperos anos em que os astecas a dominavam. As ruínas do Templo Mayor estão bem deterioradas o que lamentamos muito, porém o museu nos ajudou viajar um pouco mais na história, vimos algumas excelentes peças e saímos mais satisfeitos.

Zona arqueológica Templo Mayor, realmente pouco do muito que já foi quando grande capital asteca!
A imagem da deusa da lua Coyolxauhqui localizava-se no pé da escadaria do Templo Mayor!

Reservamos todo um dia para o Museo Nacional de Antropología e saímos de lá exaustos depois de horas passando de sala em sala e deslumbrados com a riqueza cultural deste país. O Museu de Antropologia, assim como muitos outros museus, fica localizado no bosque de Chapultepec uma agradável área verde para caminhadas, no alto de uma colina está o Castillo de Chapultepec que pode ser visitado, de cima temos a vista do bosque e seus lagos, sem dúvida uma importante área de lazer nesta metrópole.

Cabeça olmeca no Museu Nacioanl de Antropologia!
Vista do bosque de Chapultepec num dia com pouca visibilidade devido à poluição!

O DF sofre muito com poluição, são raras as vezes que se pode ver esta mega cidade até o horizonte, nós tivemos um fim de tarde com razoável visibilidade, e aproveitamos para ver a cidade do alto do mirante da Torre Latinoamericana, lá de cima uma visão curiosa de uma grande cidade, mas com edificações baixas, tendo destaque os altos e modernos prédios do Paseo de la Reforma.

A Cidade do México tem seus “cantinhos” acolhedores e mais tranquilos como o bairro de Coyacán, aqui a sensação é de estar em uma pequena cidade colonial, o Museu Frida Kahlo Casa Azul fica no bairro. Frida é uma das figuras mais impressionantes no campo das artes no México, com feições conhecidas, teve uma vida marcada por dor e sofrimento, foi casada com o muralista “mulherengo” Diego Rivera, mas também teve seus casos amorosos. O Museu possui uma bela, além ter sido a residência onde Frida nasceu.

Frida, um rosto marcante. Quadro no Museu Frida Kahlo Casa Azul!
Museu Frida Kahlo Casa Azul!

Jantamos com os amigos no bairro Roma e achamos maravilhoso o lugar, tem também a famosa zona Rosa cheia de boates, restaurantes e lojas, é muito procurado por GLS’s!

Pode parecer estranho para muitas pessoas, mas nós gostamos da Cidade do México, chegamos com uma ideia e saímos com outra, mas não foi somente o DF que mexeu conosco, passar estes cinco dias na companhia da mineirinha Kênia e do carioca-francês Lionel foi como diria a minha conterrânea, BOM DEMAIS DA CONTA SÔ! Sentimo-nos em casa, como se já o conhecêssemos há muito tempo, relaxamos e tomamos fôlego para seguirmos em frente, agora levando na bagagem a amizade deste casal querido que esperamos reencontrar por aí!

Na casa do casal amigo Kênia e Lionel na Cidade do México!
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6 comentários Adicione o seu

  1. monica disse:

    Maaravilhosas as pecas de arte e voces estao muito bem com os novos amigos que bom! monica

  2. Daniel Di Donato disse:

    Show de bola meus amigos.. estou com saudades.. Abraços Daniel

  3. Mais uma vez fotos lindas, o que já nao é novidade né? Uma curiosidade que tive que tipo de som vocês tem curtido durante a viagem ? Tenho certeza que n deve ser sempre o mesmo pois tanto tempo no carro ouvindo a mesma coisa deve enjoar

    1. expedicaoih disse:

      Marcelo, as músicas têm variado bastante, mas nos últimos dias temos escutado Teresa Cristina e uma seleção das melhores de 2011 que inclui todos os ritmos!!!

  4. Só agora consegui ler! Eu tenho muita vontade de conhecer a Cidade do México!
    Porque os edificios não tem muitos andares lá, por causa dos terremotos?
    bjocas!

    1. expedicaoih disse:

      Rita na verdade o DF tem uma área de prédios altos e super modernos, mas o que acontece no geral nas cidades do México é que elas são muito mais horizontais do que verticais, a maioria é tombada e mantem os traços da arquitetura colonial.
      Com relação aos terremotos, os novos prédios tem um sistema de proteção, ao que parece eles estão acostumados a sacudir e se saem bem 🙂

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