A grande mistura que é o México!

Do mesmo jeito tranquilo que entramos no DF saímos, sem estresse, sem policiais corruptos nos importunando e sem congestionamentos!

Dirigimos pouco até o seguinte destino que foi Tlaxcala (localizada no estado de mesmo nome), uma pequena cidade que estrategicamente no passado se juntou à Cortez contra os aztecas. Sua principal atração é o Santuário da Virgen de Ocotlán um exemplar impressionante do barroco mexicano – churrigueresca. A outra área de destaque fica mais ao sul do estado, são as ruínas de Cacaxtla onde é possível ver lindos murais coloridos, acredita-se que a cidade tenha sido fundada pelos olmeca-xicallanca possíveis descendentes dos olmecas e/ou maias.

Santuário da Virgen de Ocotlán

Chegamos à Puebla e ficamos encantados com a cidade das cerâmicas nas fachadas, da culinária peculiar, da Revolução Mexicana, das praças, igrejas e ruas coloridas. Muitos jovens estudantes circulam por suas ruas diariamente dando ainda mais viva à cidade, mas nos pareceu estranho que o centro histórico por volta das 20h já ficasse vazio e com poucos restaurantes abertos.

Interior da “Basílica de Nuestra Señora de la Inmaculada Concepción”!
Um dos muitos cantinhos aconchegantes e coloridos de Puebla!

Um dos lugares mais visitados é a Casa da Revolução Mexicana na calle Av. 6 Oriente onde viveu a família Serdan que em 18 de novembro de 1910 deu inicio à Revolução, aqui é possível conhecer mais sobre a história dos Serdan através de exposição permanente com mostras de vídeos, fotos e documentos que contam como se passou a morte de Aquiles depois da casa ter sido sitiada pelo governo, muitas marcas de balas do fogo cruzado que ocorreu nesta época podem ser vistas por lá, é sem dúvida um local de honra na história dos mexicanos.

Casa da Revolução Mexicana!
Cozinha da Casa da Revolução Mexicana e as famosas cerâmicas de Puebla!

Aproveitamos a proximidade para conhecermos Cholula, os mexicanos locais gostam de contar a estória que existiram aqui tantos templos antigos quanto são os dias do ano, de fato são muitas igrejas concentradas por aqui, mas não alcançam o numero de 365! O mais impressionante em Cholula é a Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios, construída na parte superior da “Gran Pirámide”, na verdade trata-se de um conjunto de três pirâmides sobrepostas. Antes era permitido percorrer por túneis o interior destas pirâmides, mas atualmente para conservação está proibido, ficamos com água na boca em ver algo do tipo, mas não teve jeito tivemos que nos contentar em observar as partes externas e com a vista do vulcão de Popocatépetl, tudo bem este último nos compensou!

Maquete da Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios, construída na parte superior da “Gran Pirámide” e as pirâmides anteriores!
Tudo que nossos olhos alcançaram :(!
Vista do Vale de Cholula desde a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios!

De volta à Puebla comemos o delicioso e mundialmente conhecido Mole Poblano, uma rica mistura de cocholate, pimenta, castanhas, especiarias e frutas, tradicionalmente este molho é servido sobre peito de peru, frango ou carne, mas comemos com “quesadillas” e estava formidável. A sobremesa embora muito comum, afinal era um sorvete de coco, foi servida dentro da casca da própria fruta dando um toque especial.

Mole poblano e quesadillas!
Sorvete de coco na casca!

Uma coisa que nos chama muita atenção por todo o México, é que as praças principais das cidades oferecem internet wi-fi gratuita e tomadas, e é comum ver pessoas de toda idade com seus laptop’s trabalhando ou simplesmente navegando na internet.

Área de wi-fi!

Foi prazeroso percorrer a rodovia 150D de Puebla até Oaxaca vendo as lindas paisagens montanhosas desta região, além disto é uma estrada em boas condições mesmo que sem acostamento na maior parte o que nos obrigou a ficar atrás de caminhões por tempo demais, porém desta vez estávamos admirando a beleza e não estressados como na ida e volta de El Tajín.

Depois de Michoacán o estado de Oaxaca foi onde tivemos novamente contato com os povos indígenas do México, aqui são dominantes os zapotecas e mixtecas, não raro escutávamos a mistura de diferentes línguas.

Oaxaca é a capital do estado de mesmo nome, e é muito procurada por turistas, os preços por lá são mais caros que nas outras localidades onde estivemos, mas em compensação as redondezas estão recheadas de atrações interessantes.

A nossa primeira visita foi ao Monte Albán. Esta zona arqueológica que fica em cima de um grande platô foi capital dos zapotecas, conserva muito dos prédios e é realmente interessante, gostamos, sobretudo o Templo dos dançantes onde esculturas em relevo parecem se mover.

Templo dos dançantes no Monte Alban!

Existe no estado de Oaxaca muitos tipos de artesanatos, em Teotitlán del Valle visitamos um ateliê onde são feitos tapetes de lãs de ovelhas tingidas com corantes naturais como romã, cactos, flores e outras ervas, em Santa Maria de Atzompa são feitas as cerâmicas verde e coloridas, em San Bartolo de Coyotepec as cerâmicas negras, na aldeia de Arrazola  os incríveis alebrijes figuras esculpidas em madeira e pintada com brilhantes e muitas cores alegres, há também os bordados de blusas feitos em algumas cidades mas não visitamos.

Teotitlán del Valle e a tradição dos tapetes!
Santa Maria de Atzompa e a cerâmica verde!
Alebrije na aldeia de Arrazola, as cores sempre vibrantes!

No caminho de Oaxaca para Mitla passamos em Santa Maria del Tule onde está a enorme “Arbol de Tule” uma das árvores mais grossas do mundo. Em Mitla a Iglesia de San Pablo tem destaque junto aos vestígios arqueológico, o que se seguiu à Mitla foi uma verdadeira maratona de carro por uma terrível estrada de terra, esburacada, sem sinalização, estreita demais para dois carros e com muitas curvas fechadas, tudo para chegarmos à Hierve el Agua, onde estão as cascatas petrificadas e algumas piscinas naturais para se refrescar depois de comer tanta poeira. Valeu a pena! Voltando para Oaxaca decidimos que queríamos ver o processo de produção, que é artesanal, do mezcal, uma bebida fermentada a partir do agave, assim como a tequila, porém mais suave e destilada apenas uma vez contra duas ou três da tequila, também existem os cremes de variados sabores que muito se parecem com licores.

Arbol del Tule!
Hierve el Agua!
A visita à fabrica de mezcal inclui degustação gratuita!
As unhas alegres da vendedora e demostradora de mezcal!

Não dá para deixar de comentar que ficamos no centro histórico para poder andar bastante pela cidade e recebemos pela primeira vez no México a recomendação de pessoas para não deixarmos nosso carro estacionado na rua por questões de segurança, nem precisamos dizer que ele ficou num estacionamento fechado. No geral a cidade nos pareceu tranquila, porém tem um mercado mais afastado que parece de fato suspeito, mas não tínhamos o que fazer por lá, mercados há por toda parte e este era bem feioso e desinteressante, e o mais interessante foi que quando estávamos lanchando antes da vistita ao Monte alban recebemos uma boa proposta para vendermos o Troller!!!

Oaxaca está numa região alta e agora nos preparávamos para conhecer um pouco mais da costa do Pacífico seguindo para Puerto Escondido. Esqueçam todos os nossos lamentos a respeito das estradas para El Tajín e Hierve el Agua, esta estrada nos arrasou, passei mal, enjoei, vomitei, suei pra burro com o calor que confesso ter sido o pior que senti no México (até então porque a história nossa em Chiapas mudará tudo, mas isto é para depois), a viagem durou cansativas, exaustas seis horas, não existem retas por lá, uma curva emendada na outra e assim vai. Enfim, chegamos à Puerto Escondido, lugar famoso pelas ondas perfeitas, o que é verdade, é um dos paraísos para surfistas, conseguimos acampar e fizemos sauna grátis todos os dias, nem mesmo a piscina refrescava e o vento que soprava era quentinho, não era morno não era quente e olha que nem chegou o verão, um garçom nos disse que era por causa das explosões solares, então me perdoem o palavreado, mas foi um puta peido solar bem em nossas cabeças, principalmente porque o clima na cidade de Oaxaca era agradável com dias ensolarados e noites frescas!

Resolvemos dar uma pausa à sauna e nos hospedamos num hotelzinho com ar condicionado em Crucecita mais ao sul e este foi nosso último destino no estado de Oaxaca um lugar de rica mistura cultura e muito o que ver!

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7 comentários Adicione o seu

  1. A.Chan disse:

    Este Mexico valeu a viagem toda. Chan

    1. monica disse:

      Muito interessante porem aquela comida escura eu nao comerica nao, o mexico e´muito acolhedor e o povo carinhosos com brasileiros e sao muito vibrantes que bom que voces estao passando por lugares inusitados eu so conheci pontos mais turisticos assim aprendo com voces bjs da tia \\monica

      1. expedicaoih disse:

        Oi tia Monica, duvida que sentindo o cheirinho do chocolate com a pimenta você iria recusar uma provinha! Beijo grande!

  2. caroltrevelin disse:

    Estou gostando muito de ler as aventuras de vcs pelo México! Estou tentando um intercâmbio para Pachuca semestre que vem e vou adorar ler as dicas de vcs.

    1. expedicaoih disse:

      Legal Carol, estamos na torcida pelo seu intercâmbio o estado de Hidalgo tem lugares bem legais você vai gostar, qualquer informação que queira estamos por aqui!

  3. Anderson Argolo disse:

    Um dia farei o mesmo… Só que vou na minha toyota Band !

    1. expedicaoih disse:

      Anderson quando for não deixe de nos avisar para estarmos acompanhando. Abraços!

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