A recepção da família e a decepção em Buenos Aires!

Bem, este post definitivamente encerra os nossos 22 meses de viagem!

Recepção no aeroporto!
Recepção no aeroporto!

Conseguimos embarcar nosso carro em Barcelona por container diretamente para Buenos Aires, já que após alguns telefonemas para os portos do Rio e Santos, vimos que a transação por aqui seria bem complicada, cara e demorada, o que não seria surpresa já que tínhamos ouvido diversas queixas de outros viajantes que optaram por usar nossos portos. Depois de tudo do envio do carro resolvido nos despedimos de Barcelona e voamos para o Rio no dia 20 de dezembro de 2012, uma decisão doída mas sensata, visto as condições dois últimos dois meses na estrada.

Foi extremamente emocionante rever os familiares e amigos, bem verdade que reencontramos alguns depois de muito tempo, ao mesmo tempo a sensação de “deslocamento”, não “pertencimento” incomodavam. Enquanto desfrutávamos da companhia e carinho da família aguardávamos o e-mail informando o dia que o Troller já estaria disponível para retirada no porto argentino.

O mês de janeiro inteiro se foi e só tivemos um ok no início de fevereiro, compramos as passagens no mesmo dia seguimos para Buenos Aires.

Durante todo este tempo estivemos tratando com um despachante de lá,  e que era quem nos informava de tudo e quem faria o processo e pagamento para pegarmos o Troller de volta. O que veio a seguir à nossa chegada foi uma séria de idas e vindas ao escritório, banco e porto. O valor que nos foi passado era em dólar, então para não viajarmos com uma quantia alta em especie, deixamos para sacar lá, e entramos na roubado do “dólar azul”, uma cotação não oficial que não tínhamos conhecimento, já que a primeira vez que passamos por lá não sofremos com isto. Enfim, a outra complicação foi que nos caixas já não podíamos sacar em dólar somente em peso, o que não teria sido um problema se o despachante aceitasse a cotação legal, mas não, ele exigiu o azul, apesar de nunca ter mencionado nada em nossas várias conversas por skype e e-mails!

Não conseguimos retirar todo o dinheiro em um dia, e através do amigo viajante canadense Curt, o mesmo que conhecemos no Uruguai e que nos hospedou em Nova Iorque, que concidentemente estava em Buenos Aires e tinha um compromisso no Uruguai, ele conseguir sacar lá para nós o restante em dólares. Neste intervalo de tempo o Troller ficou dois dias a mais no porto, o que nos rendeu uma multa de R$950,00, fora hospedagem, comida e estresse.

Depois de exatos seis dias em Buenos Aires conseguimos seguir viagem, a última com o nosso Troller, afinal de contas ele ficou pequeno para nós com a chegada de mais um viajante!

A chegada do Artur!
A chegada do Artur!

Ainda faltava chão pela frente e no caminho resolvemos parar para uma visita surpresa aos Zulian em Erechim – RS. Seguimos até Registro e o carro “morreu”! O Troller que rodou mais de 95.000km em diversos terrenos e em condições climáticas diversas parecia não querer voltar para casa, além é claro do cabeçote guerreiro que fez bonito apesar de “doente”. Sem muitas opções pagamos o reboque até Itaboraí no Rio de Janeiro.

Reencontro memorável em Erechim!
Reencontro memorável em Erechim!

O Troller no mês seguinte foi direto para o oficina, foram quase 10 meses fazendo calmamente todos os reparos, colocando tudo zero para deixá-lo inteiro para os próximos compradores, isto mesmo, o Troller foi posto a venda, e agora estamos à busca de um motorhome 4×4!

Toda esta história de reboque e dólar azul nos deixou no vermelho. Chegamos ao Brasil sem ter o nosso canto, então durante dois meses ficamos entre as casas da mãe do Leo, da minha e do tio João, até termos um lugar como ponto base. Já se passaram  dois anos e meio desde que voltamos, nosso “grão de feijão” cresceu, se tornando nosso Artur, tivemos que nos despedir de pessoas muito amadas e queridas que foram chamadas para fazerem a grande viagem, pessoas que nos observarão de outro plano agora, tivemos que retomar uma rotina de trabalho, casa, filho e contas, e no final deste período a conclusão foi a mesma de 2010 quando decidimos sair pelas Américas, não queremos e não podemos ficar parados, esta necessidade urgente de sair por aí se manteve em nós, fazemos das palavras de Carl Sagan nossas:

“Em algum lugar, alguma coisa incrível está esperando para ser conhecida.”

Artur se aquecendo para pegar as estradas!
Artur se aquecendo para pegar as estradas!
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2 comentários Adicione o seu

  1. DANIELE DELNEVO disse:

    Amici miei, prima di tutto rallegramenti per la bella familia che avete formato.
    Per il vostro prossimo viaggio vi aspetto in Africa, un continente emozionante!
    Sono attualmente a Libreville e ho appena fatto un viaggio “overlander” per Angola, Namibia, Bostwana e SUdafrica. Fra un anno e mezzo spero di poter fare la parte centro-sud orientale, magari ci si incontra da quelle parti…. Quando ci si prende gusto, è quasi impossibile smettere di viaggiare. Peccato che costi tanto.
    Una citazione che mi è piaciuta, di Kerouac: “Il mondo è un grande libro e chi non viaggia ne legge solo la prima pagina”.
    Un grande abbraccio.
    Daniele

  2. Rodrigo Martins disse:

    Gostaria de agradecer por compartilharem essa experiencia com a gente, vou continuar acompanhando e me emocionando com suas histórias, imagens e videos incríveis nessa nova etapa. Desejo que tudo de certo e estarei sempre a disposição para ajudar no que for preciso aqui no brasil.

    Já estou com saudade de vocês antes mesmo de partirem novamente.

    Um grande agraço do seu amigo Rodrigo.

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